Principal avenida de Dourados padece com a escassez de lixeiras

Partindo da ‘Mão do Braz’, cidadão precisa caminhar por quatro quilômetros até encontrar a primeira lixeira

  • Alexandre Duarte

Após inúmeras queixas quanto a falta de lixeiras no centro de Dourados, a reportagem da 94FM resolveu conferir o problema de perto. Nesta primeira reportagem, que avaliou a Avenida Marcelino Pires, foi constatado que somente existem lixeiras em um trecho que representa pouco mais de 12% da extensão da via.

De um total de 7,7km quilômetros de uma ponta à outra, ou seja, da ‘Mão do Braz’ até o Parque do Lago, a Marcelino Pires só conta com lixeiras em intervalo de um quilometro, que vai do cruzamento com a Rua Hilda Bergo Duarte até o encontro com a Rua Melvin Jones.A única lixeira fora desse perímetro é uma localizada em frente ao shopping.

Tomando a ‘Mão do Braz’ como ponto de partida, um cidadão que estiver do lado direito da pista à procura de uma lixeira, deverá caminhar por quatro quilômetros até encontrar a primeira.

Contando com a do shopping, existem apenas 40 lixeiras na Marcelino Pires (considerando os dois lados da pista), número pequeno e mal distribuído. Deste total, menos de 10 são do tipo ‘coleta seletiva’, nas quais é possível separar o lixo orgânico, dos plásticos e dos metais. Mesmo que fossem distribuídas de maneira uniforme, haveria uma lixeira a cada 385 metros.

Questionado pela reportagem, o diretor de limpeza de pública da prefeitura de Dourados, Édio Pedroso, se limitou a dizer que o aumento no número de lixeiras depende de questões orçamentárias a médio e longo prazo. Já sobre a substituição das lixeiras convencionais por lixeiras seletivas, disse que existe um projeto para tal, mas não falou em prazo.